
Estimadas irmãs e irmãos de IEAB,
“Ele não está aqui! Ressuscitou!” (Lucas 24.6a)
Na manhã da Páscoa, bem de madrugada quando ainda estava escuro, Maria Madalena, Joana e Maria, mãe de Tiago, reuniram toda a coragem que lhes restava e se dirigiram ao sepulcro para ungirem o corpo de Jesus.
Podemos imaginar como estavam os corações daquelas três mulheres, depois de passarem por toda angústia e aflição e de se manterem redutíveis ao pé da cruz. Estavam enlutadas, amedrontadas, angustiadas e dilaceradas pela tragédia, mesmo assim, se encaminhavam ao sepulcro, provavelmente pensando: e agora, o que será de nós?
Elas tinham consciência que uma enorme pedra estava na entrada do sepulcro, sabiam que sozinhas não iriam conseguir movê-la, mesmo assim não desistiram do seu intento.
Nós, que somos as atuais testemunhas da Ressurreição, também temos de lidar com pedras que aparecem no nosso caminho, as vezes pequenas, outras vezes enormes.
Aquela enorme pedra colocada na porta do sepulcro não pôde mudar a realidade da Páscoa. Aliás, foi exatamente o contrário: a Páscoa mudou a realidade da morte, da angústia, do medo. A Páscoa mudou tudo!
Então, diante da aflição, angústia e do medo, devemos lembrar dos exemplos das mulheres na madrugada da Ressurreição, lembrar que o Senhor Jesus está vivo e muito presente em todos os momentos e situações das nossas vidas.
Não importa o tamanho da pedra, Jesus está e continuará ao nosso lado. Se assim como aquelas mulheres estamos pensando, e agora, o que será de nós? A Páscoa tem a resposta!
Que o Cristo ressuscite em nossas vidas para que o nosso andar, o nosso falar e o nosso viver reflitam o seu amor de Cristo em nós e através de nós. Amém.
Abril de 2025, Belém/PA
Marinez Rosa dos Santos Bassotto
Bispa Diocesana da Diocese Anglicana da Amazônia
Bispa Primaz da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil