Peregrinação à Diocese Missionária de Navajolândia fortalece laços com o povo Diné
Entre os dias 1º e 9 de agosto, cerca de 30 anglicanos e anglicanas participaram de uma peregrinação à Diocese Missionária de Navajolândia, nos Estados Unidos. Na oportunidade, eles vivenciaram de perto a cultura e a espiritualidade do povo Diné — nome pelo qual os navajos se autodenominam. Nossa bispa primaz, Marinez Bassotto, e a secretária-geral, Christina Winnischofer, estiveram presentes.
A jornada foi organizada pelo arcebispo Tamihere, da Igreja Anglicana em Aotearoa, Nova Zelândia e Polinésia, em parceria com a reverenda Cornelia Eaton, da Diocese Missionária de Navajolândia. A delegação também contou com representantes indígenas da Igreja Anglicana do Canadá, e indígenas episcopais Lakota, da Igreja Episcopal.
Durante nove dias, os peregrinos visitaram paróquias, locais sagrados e comunidades, compartilhando refeições típicas como ensopado de cordeiro, pão frito, tacos navajos e mingau de milho azul. As atividades também incluíram momentos de oração, escuta de histórias ancestrais e contemplação da paisagem marcada por locais históricos, como Spider Rock, no Monumento Nacional Canyon de Chelly, onde o silêncio trouxe à memória episódios da Longa Marcha, quando muitos Diné foram forçados a se deslocar para Fort Sumner.
A peregrinação teve como objetivo celebrar e apoiar a Igreja na Navajolândia que, em 2024, foi elevada ao status de diocese missionária. A região se prepara para eleger, pela primeira vez, seu bispo ou bispa. A Nação Navajo é a maior tribo nativa americana em território e população, abrangendo áreas do Arizona, Novo México e Utah.
Além das visitas espirituais, os peregrinos conheceram o Centro de Bem-Estar Hozho, em Farmington, que oferece apoio a mulheres navajo e suas famílias, com programas de entrega de alimentos, aulas de jardinagem, culinária, arte e contação de histórias. “Hózhó” significa “equilíbrio e beleza” em navajo, conceito central na espiritualidade Diné.
No encerramento, o grupo esteve no Santuário de Chimayó, no Novo México, onde se encontrou com o bispo Daniel Gutiérrez, presidente da Sociedade Rosa dos Ventos da Comunhão Anglicana, que ressaltou a importância de fortalecer as vozes indígenas na Comunhão.
De um modo geral, todas as pessoas participantes consideraram a experiência profundamente espiritual, permitindo insights importantes para as vivências comunitárias anglicanas mundo afora, a partir dos saberes dos povos tradicionais.