Entre os dias 19 e 26 de junho, tivemos a alegria de receber a visita de Kaylie Cordingley, assessora sênior de Programas, Gênero e Resiliência da Episcopal Relief and Development (ERD). Na oportunidade, ela visitou projetos nos estados do Rio de Janeiro, Pará e Amazonas mantidos pela IEAB e parceiros, com apoio da ERD. Nesses dias, o grupo contou com total apoio das Dioceses Anglicana da Amazônia e do Rio de Janeiro.
A visita começou no Rio de Janeiro e, logo após, foi para a região Norte do Brasil. Além de Kaylie Cordingley, estavam na comitiva a bispa primaz, Marinez Bassotto; e a secretária-geral da IEAB, Christina Winnischofer. No Rio, também estavam presentes a coordenadora do Serviço Anglicano de Diaconia e Desenvolvimento (SADD), reverenda Dilce Oliveira (o SADD é o braço diaconal da IEAB) e a representante da Comissão Nacional de Diaconia, Sandra Andrade
Rio de Janeiro
No Rio de Janeiro, a visita foi guiada pela nossa reverenda Dilce e pelo postulante da Diocese do Rio de Janeiro, Tiago Ludugério. Dos projetos sociais visitados na cidade, destaque para os trabalhos realizados pela @cristoreicdd na Cidade de Deus. “No dia 19, aprendemos sobre os vários projetos que a paróquia lá abriga. E, no dia 20, conhecemos o projeto de reforço escolar coordenado por Fábio Beilfus”, explicou Christina.

Pará e Amazonas
Seguindo a agenda da visita, a delegação rumou, nos dias seguintes, para o Norte. Em Belém e Manaus, reuniu-se com equipes de diaconia da Diocese local e voluntários da equipe de coordenação do Projeto de Enfrentamento da Insegurança Alimentar da Diocese Anglicana da Amazônia, que foi apoiado pela ERD. Gabriele Paula da Silva e Souza, da equipe e coordenação do projeto, se juntou à delegação nas visitas à região Norte.
Também foram conhecer a comunidade Sateré-Gavião, onde rolou uma roda de conversa sobre abastecimento de água aos povos ali residentes (o que é bem precário) e sobre os inúmeros assédios que as populações originárias sofrem para que saiam daquelas terras em nome da especulação imobiliária e do agronegócio.
Ainda na região, a ida à Associação das Mulheres Indígenas do Alto Rio Negro (AMARN) e ao Coletivo de Mulheres Jurunenses Fenix, duas organizações que dão vez e voz a mulheres que lutam pela garantia de direitos, além da Comunidade quilombola na Ilha do Maracujá, em Acará, Nordeste paraense, e ao berçário de plantas na Aldeia Yupirungá, no Tarumã-Açu, foram os pontos altos. Nesses locais, o que mais chamou a atenção é a criatividade e a resiliência das pessoas em lidar com as adversidades.
Outro destaque foi a partilha de saberes realizada na sede do Coletivo Transformar, na Zona Norte de Manaus. A organização foi apoiada pela ERD, via SADD, no ano passado. Transformar atende mulheres trans em situação de rua e é um farol de apoio à comunidade LGBTQIAPN+. Lideranças de toda a cidade participaram de um bate-papo no local, onde o tema foi o amor e a inclusão, “uma igreja segura para todxs é uma igreja que escuta”!

