Foi realizada, entre os dias 12 e 19 de fevereiro, a 8ª sessão do Conselho Consultivo Anglicano (ACC-18). A IEAB esteve representada por duas delegadas, a Dra. Anna Luiza Oliveira e a Rvda. Inamar Corrêa de Souza, que foi eleita para o Comitê Diretor. A secretária-geral da IEAB, Christina Winnischofer, foi convidada a participar do ACC-18.
A programação do evento (veja a íntegra neste link) abordou assuntos variados, desde discipulado intencional, passando por educação teológica, crescimento da Igreja, liturgia, até questões jurídicas, de unidade, fé, entre outros.
O que é o ACC?
O Conselho Consultivo Anglicano ocorre em sessões plenárias a cada dois ou três anos. Nessas oportunidades, representantes de cada uma das 42 províncias da Comunhão Anglicana são convidadas a se reunirem para oração, estudo bíblico e discussão sobre assuntos de interesse comum, incluindo a promoção da unidade, os propósitos das Igrejas da Comunhão em missão, o evangelismo, as relações ecumênicas, administração, etc.
O Conselho Consultivo Anglicano não é um “sínodo internacional”. E não tem poder legal sobre as igrejas-membro da Comunhão, que são autônomas e independentes, contudo, interdependentes. O ACC é um órgão consultivo (saiba mais aqui) e um dos instrumentos de Comunhão, ou instrumentos de Unidade, da Comunhão Anglicana.
Este ano, o ACC foi em Acra, em Gana, país da África Ocidental.
Bispo Anthony Poggo, presente
O secretário-geral da Comunhão Anglicana, bispo Anthony Poggo, participou de sua primeira reunião do ACC desde que assumiu seu novo papel, em setembro do ano passado. “Tenho esperança e oro para que, ao consultarmos sobre como as cinco Marcas da Missão são implementadas em várias províncias e contextos, aprendamos uns com os outros, encontremos incentivo e também nos desafiemos a fazer mais. Esperamos que, como resultado desta reunião, revitalizemos as cinco Marcas da Missão”, afirmou.
Revisitando passado escravagista
Enquanto estiverem em Gana, os/as membros/as do ACC visitaram o castelo Cape Coast, um antigo entreposto de pessoas escravizadas que eram transportadas da África Ocidental para as Américas. Um ato de reconciliação foi realizado durante um serviço na Christ Church Cathedral (Catedral Igreja de Cristo), que fica na vizinhança.
Comentando a visita, o arcebispo Justin Welby, disse que foi “profundamente comovente visitar o Castelo Cape Coast com meus irmãos e irmãs. Hoje, somos chamados a transformar estruturas injustas, a buscar a paz e a reconciliação”, refletiu.
Vale lembrar que, ainda nos dias de hoje, há escravidão em todo o mundo. E o Brasil não foge à regra. Por isso, não podemos falar apenas de um “passado escravagista”, pois isso também é um fenômeno dos dias atuais. Na última semana, o País ficou chocado com o caso denunciado na grande mídia de trabalhadores encontrados em situação análoga à escravidão, no Rio Grande do Sul (veja aqui). Como igreja, precisamos estar em alerta.

