Entre os dias 30 de maio e 2 de junho, a coordenadora do Serviço Anglicana de Diaconia e Desenvolvimento (SADD), reverenda Dilce de Oliveira, juntamente com a secretária-geral da IEAB, bispa Magda Guedes, e a bispa diocesana Marinez Bassotto, da Diocese Anglicana da Amazônia, fizeram visitas de acompanhamento a comunidades indígenas na Amazônia. Essas comunidades, de algum modo, foram apoiadas por ações do SADD ou da comunidade anglicana local.
“Foram visitados os grupos que receberam apoio do SADD nos últimos anos. Um deles foi a Associação de Mulheres Indígenas do Alto Rio Negro, a AMARN”, comentou a reverenda Dilce. “Com recursos do Fundo de Apoio a Pequenos Projetos do SADD, a AMARN conseguiu reorganizar suas atividades, o que resultou num grande desenvolvimento posterior, que culminou com a compra de materiais para confecção de produtos característicos da cultura dos povos originários. A confecção e venda desses produtos passou a ser fonte de renda para as mulheres que ali trabalham. Atualmente, 80 mulheres participam do grupo”.
Hoje, mulheres de todas as idades participam dos projetos da AMARN. Enquanto elas são empoderadas, as crianças e adolescentes recebem aulas de tucano, uma das línguas faladas na localidade.
Também foram feitas visitas às comunidades indígenas Santa Maria e Gavião, em Manaus. “Estas comunidades foram assistidas pela comunidade anglicana de Manaus, com o envio de cestas básicas durante a pandemia. As duas comunidades são dirigidas por cacicas.
Prevenção e Enfrentamento à violência contra mulheres
Em briga de marido e mulher ninguém mete a colher? Na-na-ni-na-NÃO! As comunidades indígenas, assim como as mulheres que integram a AMARN, estudaram e discutiram uma cartilha produzida pelo SADD sobre Prevenção e Enfrentamento à violência contra mulheres, o que levou a um despertar de consciência sobre a importância do trabalho e liderança feminina.
Empoderamento
Na opinião de Dilce, esses dias em terras amazônicas “foi muito gratificante”. “Ver que aquilo que parece ser tão pouco ter tanto significado tanto na vida daquelas mulheres é indescritível. A maioria delas chorava contando o quanto o recurso do SADD foi importante para as suas vidas, tanto como subsistência, com as cestas no tempo da pandemia, quanto pelo empoderamento gerado pelo estudo da cartilha e geração de renda”, disse.

